domingo, 22 de novembro de 2015

METAMORFOSE




O corpo livre despede-se
Sua trajetória nas asas de borboletas
Voa em busca de um novo destino, sentido...

Borboletas multicoloridas levam um pouco dela
Pelos lugares que desejou estar, mas não esteve
Desfazendo-se, refaz-se, liberta-se.

Espalhando seu lindo sorriso por outros jardins
No pólen germina a esperança que a ela pertencia
Sua alegria de viver multiplica-se no bater das asas.

Solidão abraçará quem dela saudade sente
O tempo apagará as lembranças
Silenciará sua gargalhada em um último momento.

Mas àquele que a amou sempre haverá uma rosa
À espera do pouso das borboletas
Que ao baterem as asas espalharão sua essência...

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3 comentários:

  1. Lindão o texto, cara poetisa. Você vai à raiz do belo poético. Abração, JG

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  2. A metamorfose da vida quando a alma é liberta. Luz e paz. Beijo no coração

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