sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

PRESENÇA

Registro EDA - 641900


Se eu morrer amanhã, 
transformar-me-ei em uma nuvem carregada, 
mas não escura;

O sol irá dourar-me
e cairei sobre ti não como chuva, 

mas como delicadas flores silvestres,

Para que os beija-flores venham beijar-te em meu nome
Saberás que fui eu,
Sentirás minha presença.


sábado, 30 de novembro de 2013

LIVROS À VENDA

Editora: VIVARA
Ano: 2013
Páginas: 223
Tipo: impresso
I.S.B.N.:  978978191794
Categoria:  Literatura - Poesia
Preço/Real:   R$ 45,00
Autor(es):  Marcela Re Ribeiro  e mais de 150 poetas

A Antologia Poética Rima Rara 2013 reúne mais de 150 poetas de diversas partes do Brasil, os quais apresentam diferentes formas poéticas.







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Editora: PublishAmerica
Ano: 2013
Páginas: 96
Tipo: impresso
I.S.B.N.: 9781630042417
Categoria:  Literatura - Poesia (Inglês)
Preço/Dólar:   $ 19,95 (paperback) e $19,95 (hardcover)
Autor:  Marcela Re Ribeiro


Welcome to My Heart brings a selection of beautiful poems, and awesome illustrations in black and white, created by J. P. Andrade, an artist from Rio de Janeiro. It is an invitation to turn off our mind, forget the structured patterns and travel through a Brazilian heart.






terça-feira, 22 de outubro de 2013

SANGRA

Registro EDA - 641900

SANGRA
Alma desolada, entregue à loucura
O corpo suplica, haverá cura?
Coração partido, da alegria ceifador
Feridas expostas gotejam em dor

SANGRA
Ódio, desprezo, solidão e medo
Misturam-se entre sórdidos segredos
Esparramam-se pelas entranhas
Tecem uma teia, pura façanha



SANGRA
Ideias vis confundem a mente
No olhar nebuloso busca descrente
Provocam delírios, embaçam a razão
Infeliz escolha à fraqueza dá vazão


SANGRA
A espera que o dia acabe
A espera que tudo desabe
A espera de deixar de ser
A espera que não haja amanhecer


SANGRA
                   Gotas silenciosas
                                                        Poças de solidão

                                                                                              Sangra...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

FUGA...

Registro EDA - 641900


A solidão afaga meus cabelos
Deixo-me conquistar
Fantasio momentos que jamais vou viver
Distancio-me do meu ser.

A solidão murmura em meus ouvidos
Enlaça meus pensamentos
Com histórias mentirosas, mas saborosas
Inebria meu corpo, minha mente, domina a alma.

A solidão acaricia minha pele
Entrego-me em um desejo vazio
Os sentidos sentem sem ter o que sentir
Mascara a dor, afunda-me neste abstrato viver.

A solidão beija minha boca
Um beijo ardente, me devora
Calo-me diante de seu poder
Não há mais o que dizer.

A solidão cega minhas verdades
Jogo-me em seu mundo paralelo
Vivo alegre nessa fantasia
Não quero mais acordar.


Deixe-me sonhar em minha solidão...




Meu amigo Miguel Jacó presenteou-me com uma belíssima interação (postado no comentário em 06/10/2013 às 23h03). Miguel você arrasando como sempre. Superobrigada pelo carinho e por esse belíssimo versejar que deixastes em minha página. Amei! Lindo demais!!!! Grande beijo meu amigo :-)


TE TORNAS MENOS CONCRETA - MIGUEL JACÓ.


Se fazes da solidão teu travesseiro,
Te albergando no vazio do desamor,
Tomas cuidado com um certo exagero,
Mas adiante é certo passa esta dor.

Desiludida te tornas menos concreta,
Vês no abismo amplas possibilidades,
De exterminar-se duma forma indireta,
Sem uma culpa ao alto liquidar-se.

Desvencilhada da real compensação,
Vês no trovão a beleza do relâmpago,
Quadro ostentado por vil enganação,
Numa sinistra trapaça deslavada.

Não te entregavas desta forma aleatória,
Fostes tragada pela vala da inanição,
Mas esta estrada ainda oferta à volta,
Relembre os tempos da tua formação.

Na tua pele um ser hipnotizado,
Pelos feitiços dum bruxo milenar,
Serás trazida para aura do passado,
É minha meta integralmente te salvar.


Enfrentarás as tuas contradições.



NÃO HÁ MAIS TEMPO... MARCELA RE RIBEIRO


A solidão já me tem consumada
Dilacerando meus sonhos em dor
Minha alma deixei abandonada
Não há mais tempo para viver o amor

Mergulhada no abissal de meus conflitos
Escolhi silenciar em vida minha vida
Da minha pele brotam espinhos de amargura
Coagulando em minhas veias as derrotas que sofri

Abraçada pela escuridão dos desenganos
Deixo-me esquecida no tempo que corre louco
Não há caminhos que me façam sorrir
Estou presa nas ausências do que não vivi

Oh, sinto-lhe dizer, mas não há mais volta
Relembrar é um derramar de aflição
Apunhalando-me, abrindo feridas antigas
Entoando fúnebres vozes no eco do meu ser

Enfeitiçada pelo silêncio da reclusão
Mergulhei em um caminho sem volta
Não quero enfrentar mais nada
Desisti de viver em vão...

Não há mais tempo para tuas mãos alcançarem as minhas

Deixo-te minhas lágrimas...


Meu amigo Miguel Jacó presenteou-me mais um vez com uma belíssima interação (postado no comentário em 07/10/2013 às 16h46). Superobrigada pelo carinho e por esse belíssimo versejar que deixastes em minha página. Amei! Lindo demais!!!! Grande beijo meu amigo :-)



MAGIA DOS DESENCANTOS – MIGUEL JACÓ



Não levo em conta esta tua insensatez,
Trago comigo a magia dos desencantos,
Já é sabido que cada um tem a sua vez,
E para mim tu já te bastas neste pranto.

Eu montarei um mundo isento e paralelo,
Onde tu possas ter contrastes e desejos,
E no momento que te sentes no inferno,
Eu te resgato ao calor dum longo beijo.

Pra te esquecer é bobagem que me peças,
Não vejo em ti as feições duma mortuária,
Tuas silhuetas mexam com a minha libido,
Meus desejos por ti os derramo em cascata.

Já fiz os votos com o Deus que nos dar vida,
Pedi a ele que te trouxesse de volta e salva,
E me ensinasse a te manter linda e em festa,
Tendo em meu ser todo cuidado e guarida.

Farei contigo a mais sublime das regressões,
E terás de volta o grande viço que te criou,
Ainda vais sentir o sabor destas emoções,
Voltarás a crer que foi o poder que te criou.

As desilusões serão adubos para novas praticas.


E os teus olhos verterão o sabor da vida.





O RENASCER PELO AMOR – MARCELA RE RIBEIRO
  


Uma brisa seus versos me trouxe
Num momento de dor e aflição
Um fio de esperança em meu ser revelou
A magia de seus versos minha alma enfeitiçou

Desacreditada da vida por seu beijo renasci
À minha volta ainda não há cor
Mas na escuridão sinto o pulsar do seu amor
Entrego-te meu frágil coração...

Somente tu foste capaz de entender
Por suas mãos desprendi-me da insensatez
Se vou sorrir, só o tempo irá dizer
Apenas quero em seus braços adormecer

Não se preocupe não é uma recaída
Pois em meu sono tenho em ti o guardião
Apenas quero fechar os olhos sem medo
E ao acordar sentir meu corpo junto ao seu.



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ALIMENTANDO A MALDADE

Registro EDA - 641900


Fragilidade
No olhar busca incerta apavora
A secura na boca, aflição evoca
O corpo ao medo estremece
Nos passos a inércia se estabelece...

Confusão
Ideias vazias de sentimentos
Amarram o ódio ao frágil coração
Vingança reina em sensação
Cego, o corpo solidifica tormentos

Sofrimento
Acorrenta a alma com seu veneno
Gotas de puro fel e sofreguidão
Envenenam um corpo antes pleno
Agora confuso, agarra-se ao grande vilão

Tenta[ação]
Os passos, fantoches da solidão
Guiam um corpo sem razão
No auge da loucura, a busca
Esfaquear o sofrimento, redenção...

Libertação
Um grito sufocado silencia a dor
O sangue na mão revela a ação
No asfalto, imortalizado o amor
No olhar do carrasco, tentação...

Descoberta
A falsa sensação de libertação
Afaga aquele que um dia foi rei
Agora caído em si descobre o que fez
Tarde demais para negar sua insensatez

Fragilidade
No olhar busca incerta apavora
A secura na boca, aflição evoca
O corpo ao medo estremece

Nos passos a inércia se estabelece...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

EU & VOCÊ

Registro EDA - 641900

Eu & Você

Eu
Você
Amanhã

Dois
Corpos
Façanha

Ao
Luar
Assanha


Tritofes é um gênero experimental criado pela poetisa Zemary (Maria José). É constituído de três estrofes de três versos cada: 1º unissílabo; 2º dissílabo; 3º trissílabo. E o último verso, de cada estrofe, deve rimar entre eles (Amanhã, Façanha, Assanha).

Visita a página da autora, click no link abaixo:
VISITE A PÁGINA DA AUTORA

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

RESPONDA-ME

Registro EDA - 641900

Que vazio é esse que me consome
Nessas horas nulas que se esvaiam
Minha alma, no silêncio do meu ser, some
Cadê as alegrias que em meus olhos sobressaiam?

Que angústia é essa que em mim se manifesta
Escrava sou de uma vida que não escolhi
Minha tristeza em profundas rugas é expressa
Silenciadas foram minhas verdades, palavras engoli.

Cansada estou de procurar meu caminho
Meus pés não encontram o chão, solidão
Sou eu um ser mergulhado na escuridão?

A amargura minhas asas cortou, sou pássaro sem ninho
Como libertar-me dessa dor que de mim se apossa?
Esperança morta. Ou talvez de ti possa ter uma resposta...

XXX

Resposta de meu amigo e grande poeta Miguel Jacó.

OLHA O CHÃO – MIGUEL JACÓ



As respostas encontram-se em teu ser,
Nem me arrisco a descrever tuas vontades,
Sei de ti e o quanto podes crescer,
Não precisas do meu ser por caridade.

Olha o chão como fosse o teu altar,
Busca na terra a pureza que se abunda,
Não permita teu amor se exorcizar,
Incutida nos desejos que te inundam.

Tem a rampa que embala aos oprimidos,
É uma descida que se segue morro acima,
Quem pega gosto só para quando termina.

Em mim não tens o amparo que mate a dor,
Mas te apoio numa vontade que é legítima,
Somos arestas do que antes foi grande amor.

xxx

MARCELA RE RIBEIRO

Por sua resposta uma luz se acendeu
Segura serei se nesse chão seus passos terei
Minhas mãos junto às suas; minha vida se resplandeceu
Em meu peito a dor, em suspiros, libertarei.

As respostas que procuro não estão mim, mas em você
Se não tenho quem me encoraje, como posso crescer?
Suas palavras deslizando pelos meus poros, despertaram meu ser
Meus olhos não procuram o chão, mas seus olhos para desentristecer.

Agora sei que essa busca não será mais dolorida
O amor que em mim latente se escondia posso revelar
Pelos seus versos caminho por uma vida colorida.

A resposta que teu coração derramou
É essência de vida que em mim renasce
Em teu peito descanso e meu coração pulsa, pulsa...

  
XXX


MIGUEL JACÓ

O meu peito é um zabumba,
Meu coração bate arrítmico em disparada,
Depois que tu fizestes tal declaração,
Que ficas forte se me ajunto na caminhada.


Parabéns Marcela pela sua contundente replica, sempre que interajo contigo, sou instrumento de grandes emoções, um grande abraço, MJ.

Visite a página do poeta Miguel Jacó: